Eufemismo 3º unidade
Eufemismo é uma figura de linguagem que emprega termos mais agradáveis para suavizar uma expressão. Consiste na visualização de uma expressão.
É necessário ressaltar que em uma série de materiais didáticos há exemplos inadequados de eufemismo, principalmente no que se refere à morte: "Ir para a terra dos pés juntos", "Comer capim pela raiz" e "Vestir o paletó de madeira" são comuns nesses livros.
Expressões populares têm um caráter cômico, o que pode atender em parte a intenção do eufemismo. Entretanto, seu uso em situações de grande impacto como a morte beira o grotesco e a função dessa figura de linguagem se perde. Um exemplo mais adequado é dizer que o indivíduo "partiu", ou que "deixou esse mundo".
Exemplos:
Você faltou com a verdade. (Em lugar de mentiu)
Ele entregou a alma a Deus. (Em lugar de: Ele morreu)
Nos fizeram varrer calçadas, limpar o que faz todo cão... (Em lugar de fezes)
Ela é minha ajudante (Em lugar de empregada doméstica)
"...Trata-se de um usurpador do bem alheio..." (Em lugar de ladrão)
Filho do mesgramado! (Ao invés de desgraçado)
"Era uma estrela divina que ao firmamento voou!" (Em lugar de morreu) (Álvares de Azevedo)
"Quando a indesejada da gente chegar" (Em lugar de a morte) (Manuel Bandeira)
Ele subtraiu os bens de tal pessoa. (Em vez de furtou)
"...Para o porto de Lúcifer." (Em vez de inferno) (Gil Vicente)
"Verdades que esqueceram de acontecer" (em lugar de mentira) (Mário Quintana)
Passar os cinco [dedos] -- expressão popular (Em vez de roubar)
"Ele vivia de caridade pública" (em vez de "esmolas") (Machado de Assis)
Ele foi morar com Deus. (Em lugar de morreu) (Gabriela Prizo)
Ele foi convidado a sair da escola. (Em lugar de expulso da escola)
Ele se apropriou do dinheiro do colega. (Em lugar de roubou) (Marcelo Fileti)
Ele não foi feliz nos exames. (Em vez de: ele foi reprovado)
Enriqueceu por meios ilícitos. (Em vez de: ele roubou)
Querida, ao pé do leito derradeiro (Em vez de túmulo)
O regime cubano peca sim em alguns quesitos democráticos (Em vez de ditadura)
Em que descansas dessa longa vida, (Em vez de morres)
Ele virou estrelinha... (Em vez de morreu)
Ela não raramente falta com a verdade (Em vez de mentir)
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3° unidade do cpm ribeira, estudem...3° unidade do cpm ribeira, estudem...
Hipérbole é um exagero com um proposito expressivo
O desejo de exprimir emoções por meio de palavras leva, por vezes, à elaboração de imagens que beiram o excesso. O exagero com propósito expressivo é o que chamamos de hipérbole.
"Profundissimamente hipocondríaco,/ Este ambiente me causa repugnância.../ Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia/ Que escapa da boca de um cardíaco." Nesses conhecidos versos, Augusto dos Anjos abusou do recurso, lançando mão não só de um inusitado advérbio derivado do superlativo do adjetivo "profundo" como de uma comparação algo extravagante.
O superlativo indica que um ser possui em alto grau certa característica. Comum no estilo grandiloquente de Castro Alves, para quem a poesia é uma "Musa libérrima", e associado à fala ilustrada, o superlativo erudito raramente é ouvido no dia a dia. Foi alvo da ironia de Machado de Assis, que caracterizou José Dias, personagem de Dom Casmurro, pelo seu hábito de usá-lo: "José Dias amava os superlativos. Era um modo de dar feição monumental às ideias; não as havendo, servir a prolongar as frases".
Manipulando grande variedade de recursos de ênfase, os falantes tendem a descartar "minutíssimo" ou "sapientíssimo", dando lugar a "miudinho" ou a "sabidão", quando não a adjetivos seguidos de "pra burro" ou "pra cachorro". Certa personagem de Clarice Lispector é descrita como uma "velha sequinha". O sufixo -inho preso a um adjetivo não só o intensifica mas ainda lhe empresta um tom afetivo.
Alterando o corpo da palavra, fazem-se "arquiinimigo", "superfino" ou "megacomício", por exemplo. A repetição (mar azul, azul) também produz ênfase.
No curioso repertório de Guimarães Rosa, registram-se formas as mais inventivas. Em "Cercavam-nos anjos da guarda, aos infinilhões", o neologismo sugere a ideia de grande quantidade.
De uso cotidiano ou literário, a hipérbole é uma das figuras de linguagem mais expressivas da língua. Veja o belo efeito alcançado por Vinicius de Moraes no seu "Soneto do Amor Total": "E de amar assim, muito e amiúde/ É que um dia em teu corpo de repente/ Hei de morrer de amar mais do que pude".







